75 anos de história
Era um pequeno estabelecimento, ao tempo mercearias e líquidos, situado junto ao
porto da Madalena, cujas instalações nesta data, depois de adquirido todo o
edifício, ainda constituem a sede da empresa.
Na década de 40, reconhecendo o impacto que poderia ter junto da população o comércio de fazendas e calçado, fez algumas modificações nas instalações, iniciando uma nova etapa, à qual se veio juntar a confecção. Na década de 50 alargou o ramo comercial com as vendas por grosso, materiais de construção e ferragens.
Com o aumento do número de pessoas em trânsito entre o Pico e o Faial, foram requeridas, e consequentemente exploradas, as praças de automóvel de aluguer e o transporte de mercadorias em camionetas de aluguer.
Como complementaridade do comércio automóvel, em 1978 foi criada uma nova empresa, o rent-a-car “Auto Turística Picoense,Lda”, bem como as infra-estruturas de garagens e oficina.
Depois dos transportes terrestres, era imprescindível olhar para o mar e assim, em 1964, foi adquirida parte da empresa “Barcos do Pico” para transporte de mercadorias e, mais tarde, a totalidade da mesma.
Em 1966 foi criado mais um departamento comercial: a venda de combustíveis líquidos e gasosos. Em 1998, de forma a dar uma resposta mais cabal às exigências do mercado, foi inaugurado um novo posto de abastecimento de combustíveis líquidos, num local mais amplo, com loja de conveniência e, como complemento, instalou-se uma estação de lavagem e um parque de armazenagem de gás.
A renovação dos espaços comerciais e administrativos, a introdução de novas tecnologias ao nível da informática, a remodelação e motorização dos barcos, Rival e Adamastor, a aquisição de novos equipamentos para armazenagem e distribuição, a conclusão do projecto para uma estação de serviço e a implementação de novos processos de gestão durante os últimos anos fizeram deste ciclo um período de grandes acontecimentos.
Acolhemos novos colaboradores e desafiámos as nossas capacidades de organização e gestão. Apraz-nos registar que a esta Tempestade, o grupo respondeu sempre com determinação.
A todos os nossos colaboradores devemos uma palavra de reconhecimento pelo empenho e profissionalismo que demonstraram. A todos os nossos clientes e fornecedores o nosso obrigado.
Não diríamos que já cumprimos a nossa missão, pois a empresa faz parte das obras incompletas do homem. Diríamos antes, que o ano 2002 traz renovados desafios e uma incontida satisfação pelos resultados obtidos.
Como sempre, contamos com a boa vontade de todos, para vivermos com entusiasmo a nossa Bonança.
75 anos ao serviço do Pico
A empresa Manuel Pereira do Amaral assinalou no dia 27 de Dezembro de 2002 o seu septuagésimo quinto aniversário. Uma bonita data comemorada com a celebração de uma missa, um jantar convívio, a entrega de uma medalha alusiva e a apresentação de um historial da empresa por Manuel Goulart Serpa.
Na ocasião ouvimos Manuel Cristiano, neto do fundador da empresa, que falou a Ilha Maior sobre o passado e mostrou que, apesar da idade, a Manuel Pereira do Amaral ainda tem muito para dar ao Pico.
Ilha Maior: Como é que começou a firma Manuel Pereira do Amaral (MPA)?
Manuel Cristiano: A firma Manuel Pereira do Amaral começou por um pequeno estabelecimento, ao tempo mercearias e líquidos, situado junto ao porto da Madalena, cujas instalações nesta data, depois de adquirido todo o edifício, ainda constituem a sede da Empresa.
IM: Quais as etapas mais significativas da história da empresa?
MC: Na década de 40, reconhecendo o impacto que poderia ter junto da população o comércio de fazendas e calçado, fez algumas modificações nas instalações, iniciando uma nova etapa, à qual se veio juntar a confecção. Na década de 50, alargou o ramo comercial com as vendas por grosso, materiais de construção, ferragens e o fabrico de blocos. Ainda na mesma década, com o aumento do número de pessoas em trânsito entre o Pico e o Faial, foram requeridas, e consequentemente exploradas, as praças de automóvel de aluguer e o transporte de mercadorias em camionetas de aluguer. Como complementaridade do comércio automóvel, em 1978 foi criada uma nova empresa, o rent-a-car “Auto Turística Picoense, Lda.”, bem como as infra-estruturas de garagens e oficina.
Depois dos transportes terrestres, era imprescindível olhar para o mar e, assim, em 1964, foi adquirida parte da empresa “Barcos do Pico” para transporte de mercadorias e, mais tarde, a totalidade da mesma.
Em 1966 foi criado mais um departamento comercial: a venda de combustíveis líquidos e gasosos. Em 1998, de forma a dar uma resposta mais cabal às exigências do mercado, foi inaugurado um novo posto de abastecimento de combustíveis líquidos, num local mais amplo, com loja de conveniência e, como complemento, instalou-se uma estação de lavagem e um parque de armazenagem de gás.
A remodelação dos espaços comerciais e administrativos, a introdução de novas tecnologias ao nível da informática, a remodelação e motorização dos barcos Adamastor e Rival e a aquisição do Lusitânia para substituir o saudoso e desditoso Rival, naufragado a 26 de Novembro de 2002, constituíram um desafio à capacidade empreendedora da Empresa.
IM: Que ligação estabelece entre a vida e a evolução da ilha e o papel da sua empresa no Pico?
MC: Julgo que esta empresa contribuiu para o desenvolvimento da Ilha em diversos aspectos já referidos, mas lembro, de forma particular, as visitas comerciais que se estabeleciam semanalmente com os comerciantes de todas as freguesias do Pico, levando-lhes não só os produtos que lhes faltavam, mas até as novidades que não chegavam devido ao isolamento em que se vivia naquela época remota.
IM: Como vê o momento actual da economia regional e nacional?
MC: Vive-se um momento de alguma delicadeza no piano económico a nível nacional e, por consequência, a nível regional, mas se as reformas prometidas pelo Governo, ainda que difíceis, se concretizarem, poderemos dentro de poucos anos ter uma economia estável.
IM: Que perspectivas de futuro tem a sua empresa? Que gostariam de fazer e ainda não fizeram em termos de evolução empresarial?
MC: Gostaríamos de melhorar a oferta no sector da construção, consolidar e alargar os transportes marítimos e terrestres na área das cargas, intensificar a venda de combustíveis e apostar em novas vertentes do sector turístico.
IM: A sua empresa tem tido um papel fundamental na ilha do Pico, especialmente no concelho da Madalena. Acha que tem sido a iniciativa privada a mola real do desenvolvimento que a ilha tem conseguido ter? O que acha que mais falta faz ao desenvolvimento do Pico?
MC: A Ilha do Pico deve muito à iniciativa privada, mas a construção do porto da Madalena e do aeródromo do Pico foram estruturas fundamentais no seu desenvolvimento e sem as quais a iniciativa privada via-se coarctada. O que mais falta faz é a conclusão das obras do aeroporto que vem abrir novas perspectivas ao turismo, obras no porto da Madalena que permitam o abrigo das embarcações na época do Inverno, um hospital que assista às parturientes para terem os seus filhos no Pico sem fazerem viagens de horror, como se viu no dia 26 de Dezembro p.p. e que houvesse incentivos ao retorno da população estudantil. Nenhuma terra pode evoluir sem pessoas.
IM: Uma mensagem...
MC: Ao jornal Ilha Maior, a todos os nossos colaboradores, clientes, fornecedores e público em geral, desejamos que o ano de 2003 seja o símbolo da prosperidade.
A Empresa de Barcos do Pico, propriedade do grupo “Manuel Pereira do Amaral”, abriu no passado dia 5 de Março uma secção de cargas na ilha de São Jorge.
O novo espaço está instalado no edifício da Gare Marítima do Porto de Velas e funcionará como agência e apoio logístico à operação da empresa no referido porto.
A Empresa de Barcos do Pico, que recentemente adquiriu o navio motor Lusitânia, efectua ligações regulares com a ilha de São Jorge às segundas e quartas feiras, unindo, assim, as ilhas do triângulo no transporte de mercadoria.
Por outro lado, a empresa irá reforçar, dentro em breve, o serviço de cargas no canal Faial/Pico. Após prolongada permanência no estaleiro do Porto da Madalena para profunda intervenção no casco e remodelação do casario já se encontra em fase de aprestos finais o barco “Adamastor”, com a empresa a prever a sua entrada ao serviço a meados deste mês de Março.
Ilha Maior de 7-3-03

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